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Vacina contra o HPV no SUS.

22:48


A imunização é feita em três doses. Na clínica privada, a menina fica protegida em seis meses. No SUS, em cinco anos. 

 Meninas de 11 a 13 anos poderão receber a vacina contra o papilomavírus humano (HPV), gratuitamente, nas escolas públicas e privadas e nos postos de saúde. O HPV é responsável por 95% dos casos de câncer de colo do útero. No ano que vem, a cobertura incluirá as meninas de nove a 11 anos. A partir de 2016, a ação ficará restrita às garotas de nove anos.

A vacina escolhida pelo governo federal é a quadrivalente, usada na prevenção contra quatro tipos de HPV (6, 11, 16 e 18). É a primeira vez que a população brasileira terá acesso gratuito a uma vacina que protege contra câncer.

É uma tremenda ação de saúde pública. Excelente notícia, sem dúvida, mas é preciso destacar um fato importante: o acesso às doses será diferente do esquema convencional e comprovadamente eficaz. Esse esquema continua disponível apenas a quem pode pagar pela vacina nas clínicas particulares.

Desde que a vacina foi lançada comercialmente no Brasil, em 2006, ela é aplicada em três doses. A menina recebe a primeira e, dois meses depois, a segunda. A terceira dose é aplicada seis meses depois da primeira. Em apenas um semestre, a garota está protegida.

O índice de proteção da vacina quadrivalente contra o câncer de colo do útero é superior a 93%. A vacina não protege pessoas já infectadas pelo vírus. Por isso, o momento ideal de recebê-la é antes do início da vida sexual.

Segundo os estudos disponíveis hoje, as três doses ministradas em seis meses oferecem proteção duradoura – possivelmente por toda a vida.
O esquema de vacinação oferecido pelo SUS é outro. As meninas podem tomar a primeira dose. A segunda dose será oferecida seis meses depois. A terceira, só daqui a cinco anos. A escolha do governo federal tem prós e contras.

PRÓS

A decisão não é uma invenção brasileira. Outros países adotaram o mesmo esquema. Entre eles, o México, a Colômbia, o Canadá e a Suíça. A Organização Panamericana de Saúde (Opas) concluiu que há evidências favoráveis suficientes para que esse esquema seja testado pelos governos.

O México foi o primeiro a adotá-lo, em 2009. Cinco anos depois, será possível avaliar as meninas que receberam as duas primeiras doses e saber se elas precisarão, de fato, da terceira.Como os dados enviados pelos mexicanos foram divulgados em 2014, o Brasil e O Ministério da Saúde teve um parâmetro importante para decidir investir ou não na terceira dose a partir de 2019, o que já foi esclarecido, que sim, tem que tomar a terceira dose.

Graças a esse acordo, o governo pagará cerca de R$ 30 por dose, o menor preço já praticado no mercado.

Convencer as famílias a vacinar as filhas é fundamental. O programa só vai funcionar bem se ao menos 70% do público-alvo for imunizado.

A classe média pode comprar a vacina, mas tem todo o direito de usar o sistema público. Nada impede que essas famílias adotem um sistema híbrido para conseguir garantir a imunização completa em seis meses. Algumas clínicas privadas sugerem o seguinte:

•       Tomar a primeira dose no SUS e, dois meses depois, a segunda dose numa clínica particular. Em São Paulo, cada dose custa cerca de R$ 380. Essa segunda dose não seria registrada na carteirinha no momento do recebimento na clínica privada.

•       Seis meses depois da primeira dose, a menina voltaria ao SUS. Para o sistema oficial, aquela seria a segunda aplicação. Na verdade, já seria a terceira. Nesse momento, a família voltaria à clínica particular e o registro da dose recebida anteriormente seria feito na carteirinha. Dessa forma, a família garantiria as três doses em seis meses e o benefício oferecido pelo sistema público.
Nas clínicas privadas, também é possível vacinar os meninos, público não atingido pela campanha oficial.
Em 2013, mais de 175 milhões de doses da vacina foram distribuídas em todo o mundo. A segurança da vacina contra o HPV é validada pelo Conselho Consultivo Global sobre Segurança de Vacinas.

A vacina contra o HPV é grande coisa?
Sim. A descoberta de que o vírus pode causar câncer de colo do útero rendeu um prêmio Nobel de medicina. O impacto social da vacina pode ser enorme. Nas áreas pobres, onde as mulheres não têm acesso a exames papanicolau e os homens nunca viram um urologista, a vacina pode reduzir drasticamente os casos de câncer de colo do útero, ânus, pênis e orofaringe.

O HPV sempre provoca doença?
Não. A cada 100 indivíduos sexualmente ativos, 75 adquirem o HPV ao longo da vida. Desses, 60 eliminam o vírus naturalmente. Isso mesmo: naturalmente. Sem fazer nada contra ele, sem sequer perceber que foi infectado.

O que acontece com os 15 que permanecem infectados?

Dez terão o vírus latente, sem qualquer lesão visível. Quatro terão lesões detectadas por exames, como o papanicolau. Se não tratadas, podem virar câncer. Apenas um terá verrugas genitais. Elas são benignas, mas incomodam.

Quem tem infecção latente (sem lesões visíveis) transmite o vírus?
Não se sabe com certeza. Se houver poucas cópias virais do HPV no organismo, ele não é transmitido.

Qual parcela das mulheres infectadas pelo HPV terá câncer do colo do útero?
Apenas 0,5%. Repito: 0,5%.

Qual parcela dos homens infectados pelo HPV terá câncer de pênis?
0,05%. Sim, você leu direito. Isso não é erro de digitação: 0,05%.

Quando a pessoa pega o HPV e fica naturalmente imune ao vírus, a proteção dura para sempre?
Nem sempre. É possível que um indivíduo que tenha adquirido o vírus em algum momento da vida e ficado naturalmente imune por muito tempo volte a adquirir o mesmo HPV se for exposto a ele novamente.

Quem pega o HPV nunca mais se livra dele?
Não é verdade. Com tratamento adequado, a pessoa que não eliminou o vírus naturalmente pode se curar e deixar de transmiti-lo.

Se tomar a vacina, a pessoa fica livre de todos os tipos de HPV?
Não. Existem cerca de 200 tipos de HPV. A vacina Gardasil, da Merck Sharp & Dohme, é quadrivalente. Ou seja: protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18. Eles são responsáveis por 70% dos tumores do colo do útero e por 90% das verrugas genitais. A vacina Cervarix, da GlaxoSmithkline, é bivalente. Protege contra os tipos 16 e 18, que podem provocar câncer.

Quem toma a vacina pode adoecer por causa de outros tipos de HPV?
Sim. As vacinas não protegem contra todos os tipos causadores de lesões genitais e câncer. É possível que no futuro surjam uma segunda geração de vacinas, capazes de oferecer proteção contra um número maior de subtipos do vírus.

Quem tomou a vacina pode contrair a doença?
Pode. As vacinas protegem contra alguns tipos virais (e não todos) e sua eficácia não é total – gira em torno de 80%. A possibilidade de infecção existe, mas o risco de desenvolver a doença é baixo. É possível que o corpo se livre do vírus sem manifestar nenhum sintoma ou reação.

Quanto tempo dura a imunidade conferida pela vacina?
O tempo de proteção ainda não foi estabelecido. Daí a importância de seguir as pessoas vacinadas, o que está ocorrendo em diversos países, sob os olhares atentos da Organização Mundial da Saúde. Até agora, passados cerca de dez anos de seguimento de jovens vacinadas durante os ensaios clínicos, as duas vacinas registram o mesmo tempo de proteção. Espera-se que o mesmo ocorra em relação aos meninos e rapazes que estão sendo acompanhados há menos tempo.
Depois de cinco anos, é preciso tomar a vacina outra vez?
Até o momento, não há nenhuma indicação de necessidade de reforço.

É possível fazer um teste para saber se a pessoa já teve contato com o vírus e, dessa forma, evitar gastos desnecessários com a vacina?
É possível, mas não serve para muita coisa. O teste é capaz de indicar que a pessoa teve contato com o HPV, mas não revela qual foi o subtipo. Mesmo que a pessoa soubesse qual foi o subtipo que causou a infecção, a vacina pode protegê-las contra os outros subtipos.

Qual é o melhor momento para tomar a vacina?
O ideal é recebê-la antes do início da vida sexual. Quem não é mais virgem também pode ter benefícios. Mesmo que a pessoa tenha sido infectada por um dos tipos de HPV, a vacina quadrivalente pode protegê-la de outros três tipos. Ainda que o câncer de pênis seja raro, os rapazes também podem ser vacinados. Isso ajuda a quebrar a cadeia de transmissão. Com mais rapazes vacinados, a chance de transmissão do vírus para as moças cai bastante. No caso dos homossexuais, o risco de câncer anal também diminui.

A mulher vacinada pode deixar de fazer o exame papanicolau?
Não. A vacina não protege contra todas as causas de câncer do colo do útero. O exame que detecta lesões pré-cancerosas causadas por outros tipos do HPV continua sendo fundamental. Se descobertas precocemente pelo exame, elas lesões podem ser tratadas e nunca virar um câncer.

A vacina é segura?
Os estudos sugerem que sim. Ela não é feita com o próprio vírus, e sim com partículas virais criadas em laboratório. Elas não contêm o DNA do vírus. Cerca de 85% das voluntárias relataram efeitos colaterais leves. Dor de cabeça, febre branda, pequeno inchaço no braço. Os sintomas desaparecem no dia seguinte. Nos estudos internacionais, houve casos de morte súbita. Nenhuma das mortes, porém, pôde ser relacionado ao uso da vacina.

Quem toma a vacina pode dispensar a camisinha?

 Jamais. A camisinha é fundamental para evitar o risco de contrair outros tipos de HPV e outras doenças sexualmente transmissíveis.

A camisinha é suficiente para proteger contra o HPV?
Nem sempre. O HPV pode estar no escroto ou no ânus, regiões em que a camisinha não chega, e ser transmitido durante a relação em qualquer tipo de prática (vaginal, anal e oral).

Vale a pena comprar a vacina?
Depende da situação econômica de cada um. Se para pagar as doses, a família precisar economizar em educação e em alimentação, esqueça a vacina. Se você gasta esse valor em roupas, aparelhos eletrônicos ou qualquer outro supérfluo, talvez seja mais vantajoso investir em saúde. Se o SUS oferece esse benefício, a decisão fica ainda mais fácil.

Meninas, o mais importante, quem tem filhas novas ainda e que, não tem relações sexuais abaixo dos 11 anos, leve para tomar a vacina, pode prevenir algumas situações chatas, que todas sabem bem que pode ser evitado. Hoje não faz vergonha proteger o que temos de mais importante que são nossas crianças. O que puder fazer para mantê-la saudável faça.
O melhor de tudo, hoje o SUS deu este passo, sim tarde mas, deu!!! Então por que não aproveitar, enquanto pode?!!!!

Beijos,

Aline Figueiredo Blog


(alguns textos com dados e porcentagens, foram retirados de sites para lembra-los da importância desta vacina.
Não é autoria total minha, apenas algumas palavras coloquei para ressaltar.)

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